Você fez um exame de rotina e o oftalmologista disse que sua pressão ocular está alta. Não doeu, você não sentiu nada diferente, mas saiu do consultório com uma dúvida: isso é grave?
A pressão ocular alta é um dos principais sinais de alerta para o glaucoma, uma doença que avança devagar, sem dor e sem sintomas até que parte da visão já tenha se perdido. Por isso ela costuma ser descoberta assim, num exame de rotina, e não porque o paciente sentiu algo errado.
Sou o Dr. Gregório Pepeliascov, oftalmologista em Moema, São Paulo, e atuo no diagnóstico e acompanhamento de glaucoma também como médico assistente do setor na Faculdade de Medicina do ABC. Neste texto explico o que é a pressão ocular, por que ela não dói e o que fazer quando ela aparece alterada num exame.
O que é, afinal, a pressão ocular?
Dentro do olho circula um líquido chamado humor aquoso, responsável por nutrir as estruturas internas e manter o formato do globo ocular. Esse líquido é produzido e drenado continuamente, num equilíbrio parecido com uma pia com a torneira aberta e o ralo desobstruído.
Quando o escoamento desse líquido fica mais lento do que deveria, ele se acumula e a pressão dentro do olho sobe. É essa medida, feita em consultório com um aparelho específico, que chamamos de pressão intraocular.
Por que a pressão alta não causa dor?
O aumento da pressão ocular costuma ser gradual, ao longo de meses ou anos. Esse ritmo lento é justamente o que torna o processo silencioso: o nervo óptico vai perdendo fibras aos poucos, sem gerar dor, vermelhidão ou qualquer desconforto perceptível.
Além disso, a perda de campo visual começa pelas bordas, na visão periférica, e não no centro. O cérebro compensa essa perda por um bom tempo, então o paciente segue enxergando bem no dia a dia mesmo com o dano já em curso. Quando a pessoa nota que a visão mudou, parte do nervo óptico já foi comprometida — e essa perda não volta.
Pressão ocular alta é a mesma coisa que glaucoma?
Não necessariamente. A pressão alta é o principal fator de risco para o glaucoma, mas não é, sozinha, o diagnóstico. Existem pessoas com a pressão elevada que nunca desenvolvem a doença, e existem casos de glaucoma com pressão dentro da faixa considerada normal.
Por isso, o diagnóstico não se baseia só nesse número. Ele leva em conta também a espessura da córnea, o aspecto do nervo óptico e o resultado do exame de campo visual, avaliados em conjunto.
Quais exames confirmam o diagnóstico?
A investigação de glaucoma reúne alguns exames complementares:
- Tonometria, para medir a pressão intraocular
- Paquimetria, para medir a espessura da córnea
- Exame de fundo de olho, para avaliar o nervo óptico
- Campo visual, para verificar se já há perda de visão periférica
- OCT (tomografia de coerência óptica), quando é preciso medir com precisão as fibras do nervo
Esses exames, olhados em conjunto, é que definem se há glaucoma, se há apenas risco aumentado, ou se o achado não tem relevância clínica.
Quem tem mais risco de pressão ocular alta?
Alguns grupos merecem atenção redobrada e exames mais frequentes:
- Pessoas com histórico de glaucoma na família
- Quem tem mais de 40 anos
- Pessoas com diabetes
- Quem tem miopia alta
- Uso prolongado de colírios ou medicamentos à base de corticoide
Se você se encaixa em um ou mais desses pontos e já faz mais de um ano sem consultar, vale colocar o exame na agenda mesmo sem sentir nada de diferente.
O que você não deve fazer
O erro mais comum é esperar sentir algum sintoma para se preocupar. Como o processo é silencioso, essa espera é justamente o que permite que o dano avance sem controle.
Outro ponto de atenção: se você já usa colírio para pressão ocular, não interrompa o tratamento por conta própria, mesmo que esteja se sentindo bem. A ausência de sintomas não significa que a pressão está controlada, e parar o colírio sem orientação pode permitir que a doença volte a progredir.
Cuidar da pressão ocular é cuidar da visão que você ainda tem
A pressão ocular alta, isolada, não é motivo de pânico. É um sinal para investigar com calma, com os exames certos, e para acompanhar ao longo do tempo se for o caso. Quanto antes esse acompanhamento começa, mais fácil é preservar a visão que você tem hoje.
Agende sua consulta
Recebeu um exame com a pressão ocular alterada ou está há mais de um ano sem consultar? Fale comigo e agende uma avaliação completa em Moema.
Escrito por Dr. Gregório Pepeliascov · Oftalmologista · CRM-SP 210134 · RQE 129630 · Médico assistente no setor de glaucoma da Faculdade de Medicina do ABC.
Pressão ocular alta: o que isso significa e por que não dói
Você fez um exame de rotina e o oftalmologista disse que sua pressão ocular está alta. Não doeu, você não sentiu nada diferente, mas saiu do consultório com uma dúvida: isso é grave?
A pressão ocular alta é um dos principais sinais de alerta para o glaucoma, uma doença que avança devagar, sem dor e sem sintomas até que parte da visão já tenha se perdido. Por isso ela costuma ser descoberta assim, num exame de rotina, e não porque o paciente sentiu algo errado.
Sou o Dr. Gregório Pepeliascov, oftalmologista em Moema, São Paulo, e atuo no diagnóstico e acompanhamento de glaucoma também como médico assistente do setor na Faculdade de Medicina do ABC. Neste texto explico o que é a pressão ocular, por que ela não dói e o que fazer quando ela aparece alterada num exame.
O que é, afinal, a pressão ocular?
Dentro do olho circula um líquido chamado humor aquoso, responsável por nutrir as estruturas internas e manter o formato do globo ocular. Esse líquido é produzido e drenado continuamente, num equilíbrio parecido com uma pia com a torneira aberta e o ralo desobstruído.
Quando o escoamento desse líquido fica mais lento do que deveria, ele se acumula e a pressão dentro do olho sobe. É essa medida, feita em consultório com um aparelho específico, que chamamos de pressão intraocular.
Por que a pressão alta não causa dor?
O aumento da pressão ocular costuma ser gradual, ao longo de meses ou anos. Esse ritmo lento é justamente o que torna o processo silencioso: o nervo óptico vai perdendo fibras aos poucos, sem gerar dor, vermelhidão ou qualquer desconforto perceptível.
Além disso, a perda de campo visual começa pelas bordas, na visão periférica, e não no centro. O cérebro compensa essa perda por um bom tempo, então o paciente segue enxergando bem no dia a dia mesmo com o dano já em curso. Quando a pessoa nota que a visão mudou, parte do nervo óptico já foi comprometida — e essa perda não volta.
Pressão ocular alta é a mesma coisa que glaucoma?
Não necessariamente. A pressão alta é o principal fator de risco para o glaucoma, mas não é, sozinha, o diagnóstico. Existem pessoas com a pressão elevada que nunca desenvolvem a doença, e existem casos de glaucoma com pressão dentro da faixa considerada normal.
Por isso, o diagnóstico não se baseia só nesse número. Ele leva em conta também a espessura da córnea, o aspecto do nervo óptico e o resultado do exame de campo visual, avaliados em conjunto.
Quais exames confirmam o diagnóstico?
A investigação de glaucoma reúne alguns exames complementares:
- Tonometria, para medir a pressão intraocular
- Paquimetria, para medir a espessura da córnea
- Exame de fundo de olho, para avaliar o nervo óptico
- Campo visual, para verificar se já há perda de visão periférica
- OCT (tomografia de coerência óptica), quando é preciso medir com precisão as fibras do nervo
Esses exames, olhados em conjunto, é que definem se há glaucoma, se há apenas risco aumentado, ou se o achado não tem relevância clínica.
Quem tem mais risco de pressão ocular alta?
Alguns grupos merecem atenção redobrada e exames mais frequentes:
- Pessoas com histórico de glaucoma na família
- Quem tem mais de 40 anos
- Pessoas com diabetes
- Quem tem miopia alta
- Uso prolongado de colírios ou medicamentos à base de corticoide
Se você se encaixa em um ou mais desses pontos e já faz mais de um ano sem consultar, vale colocar o exame na agenda mesmo sem sentir nada de diferente.
O que você não deve fazer
O erro mais comum é esperar sentir algum sintoma para se preocupar. Como o processo é silencioso, essa espera é justamente o que permite que o dano avance sem controle.
Outro ponto de atenção: se você já usa colírio para pressão ocular, não interrompa o tratamento por conta própria, mesmo que esteja se sentindo bem. A ausência de sintomas não significa que a pressão está controlada, e parar o colírio sem orientação pode permitir que a doença volte a progredir.
Cuidar da pressão ocular é cuidar da visão que você ainda tem
A pressão ocular alta, isolada, não é motivo de pânico. É um sinal para investigar com calma, com os exames certos, e para acompanhar ao longo do tempo se for o caso. Quanto antes esse acompanhamento começa, mais fácil é preservar a visão que você tem hoje.
Agende sua consulta
Recebeu um exame com a pressão ocular alterada ou está há mais de um ano sem consultar? Fale comigo e agende uma avaliação completa em Moema.
Escrito por Dr. Gregório Pepeliascov · Oftalmologista · CRM-SP 210134 · RQE 129630 · Médico assistente no setor de glaucoma da Faculdade de Medicina do ABC.
